Inteligência aplicada ao
seu negócio

Focada em Soluções e Serviços para o Mercado de TI

 

CARO CIO
Por Júlio César Alves Mendes,

Gerente da Divisão Corporativa da Ziva Tecnologia e Soluções
Informática hoje, Agosto 2007

Por conta de furacões, tornados, terremotos e acidentes em usinas nucleares, os Estados Unidos criaram uma agência chamada Fema, uma espécie de ministério especializado em gestão de emergências. A Fema estuda o assunto, prevê problemas e prepara a população. Antes do furacão.

Quando uma agência especializada prevê um desastre, consegue reduzir suas conseqüências, mesmo que ele seja iminente. Antes da Fema, um grupo de agências federais, estaduais e municipais, cada uma regida por legislação específica, tentava cuidar da população. Às vezes, conforme o acidente 100 agências trabalhavam juntas, e a mesma tarefa era feita em mais de um lugar.

Quando toda a gestão ficou por conta da Fema, a qualidade dos trabalhos aumentou. Hoje, dentre as responsabilidades da Fema, está a preparação de casas à prova de furacões, a construção de prédios mais seguros em caso de terremoto.

Diretores de informática também lidam com furacões e terremotos, mas de outro tipo: Digitais. Vários diretores também se preocupam com a criação de uma Fema dentro da área de TI, porque, se não for assim, eles passam tempo demais consertando os problemas provocados por sistemas instáveis ou por hackers.

Existe tecnologia para prever problemas na área de informática também. É possível prever quando um disco, ou um segmento da rede, ou um banco de dados, ou um aplicativo, ou um roteador, ou um servidor vai parar de funcionar. E a tecnologia é barata o suficiente até para empresas pequenas, com dez funcionários.

Até pouco tempo atrás, a tecnologia de gestão de sistemas e de previsão de problemas também era descentralizada, como o governo americano antes da Fema. O pessoal de TI usava dezenas de sistemas de gestão, cada um com um objetivo específico. A mesma tarefa era feita em mais de um lugar. Com o tempo, ia ficando cada vez mais difícil controlar.

O tráfego e o acúmulo de informações nos discos, assim como ia ficando cada vez mais difícil coletar e analisar os dados de gestão. Se o pessoal de TI ousasse cruzar as informações de sistemas distintos de gestão, se via atolado num emaranhado de informações de pouca durabilidade.

A tecnologia de gestão e de previsão mudou. Com a tecnologia atual, o responsável pela gestão dos sistemas acessa todas as informações via web, onde quer que exista um browser. E as informações são de negócios, e não só de sistemas. Se o disco de um servidor está perto da capacidade total, e se o disco vai parar, que aplicativos serão prejudicados, quanto tempo o sistema vai ficar fora do ar, quais as conseqüências gerais se esse disco não for substituído agora? Outra coisa: se um aplicativo realmente parou de repente, o que acontece? O próprio aplicativo travou, ou com o servidor de aplicativos, ou com os circuitos de telecomunicações?

Com a tecnologia atual, o responsável pela gestão consegue informações em segundos, por meio de diversos recursos visuais – odômetros digitais, alertas coloridos, etc.

Um sistema de gestão com tecnologia atual pergunta, para toda a infra-estrutura de suporte ao aplicativo, que partes e peças estão funcionando. Todo o hardware e o software que compõem essa infra-estrutura respondem: estou funcionando! Até que alguma parte não responde nada.

Se não há resposta, o sistema de gestão executa rotinas preestabelecidas com o objetivo de restaurar a parte inativa, tudo isso em frações de segundo. Se for impossível a restauração, o sistema de gestão envia um email (ou torpedo, ou bip) para o técnico de plantão no momento. É preciso intervenção humana.

Com um sistema de gestão assim, a empresa deixa de gastar dinheiro à toa. Fica mais competitiva.

 

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