
Ziva cresce 50% em 2008 e prioriza virtualização
Integradora identificou o segmento como a ordem do dia entre as demandas do mercado; em um ano, área pode chegar a 20% da receita
Em busca de atualizar-se quanto à alteração nas necessidades dos clientes, há pouco mais de cinco meses, a integradora Ziva ingressou no mercado de virtualização, no qual vai atuar com base em produtos Citrix.
Logo no início da nova operação, em 2009, a divisão deve contribuir com 15% a 20% do faturamento, equilibrando-se com outros nichos administrados pela empresa, como comunicações unificadas (15% a 20%), serviços gerenciados (20%) e segurança (10% a 15%). Isso porque a operação estreante já compunha o plano estratégico para 2008. "Estava definida, desde 2007, a entrada em um novo mercado. Então percebemos que a virtualização é a ordem do dia. As empresas precisam fazer mais com menos, cada vez mais e a virtualização é perfeita para isso", afirma José Cunha, diretor-comercial da Ziva.
A constatação dessa demanda do mercado levou a integradora a investir cerca de US$ 50 mil, até o momento, em capacitação profissional e adaptações na estrutura física da companhia, para abrigar os novos projetos. E, em 2 meses de prospecção, são quatro os projetos em fase de iniciação.
A maior procura por soluções mais eficientes do ponto de vista energético e ambiental também motivou os planos da Ziva. "A virtualização reduz o número de servidores, o uso de espaço físico, a infra-estrutura necessária etc, além de permitir o uso otimizado de servidores, com a consolidação, reduzindo o TCO e, por fim, coopera com projetos de continuidade de negócios", resume Cunha.
Quatro pessoas, por ora, comandam o andamento da área de virtualização, com vistas a aumentar o time, mesmo em tempos de crise.
Plano estratégico X Crise
"Se está faltando dinheiro e as empresas terão de reduzir custos e ser mais produtivas, a virtualização traz respostas para isso. Em todos os cenários, vai ser necessário fazer mais com menos", defende Cunha, ao acreditar que o abalo financeiro global não terá fortes influências no campo da TI.
A meta para 2008, de crescimento de 50% no faturamento, já foi alcançada, aponta o diretor, que enxerga, para 2009, um crescimento entre 15% e 20%, já que o exercício atual reservou oportunidades acima da média, provocando avanço igualmente bom.
Desde outubro debruçado sobre o planejamento estratégico 2009, Cunha diz que as mudanças efetuadas em função do período de crise se concentram, basicamente, na não reposição de vagas abertas na companhia. "Houve dois ou três pedidos de demissão e optamos por não repor esses postos. Algumas posições comerciais também estão vazias, mas devem ser preenchidas no começo do ano".
Fonte:
Reseller Web - 27/11/2008
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