ÁREA DE RISCO, SEGURANÇA REFORÇADA
Consideradas críticas por natureza, as regiões de fronteira possuem uma rotina de muito trabalho e ações próativas para manter a segurança a qualquer custo.

FRONTEIRA BRASIL - BOLÍVIA
Ambiente crítico por definição, as fronteiras entre países são áreas onde o cuidado com a segurança ultrapassa em muito aquele considerado convencional em outros tipos de projetos.

Problemas como o tráfico de drogas e até mesmo de pessoas estão entre os enfrentados pelas equipes que cuidam da segurança nesses locais. Além disso, o treinamento dos grupos armados e a utilização dos mais modernos equipamentos de videomonitoramento fazem parte de uma política federal sobre o tema.

No Brasil, um dos cases mais emblemáticos do monitoramento de fronteiras acontece no Acre, na reigão Norte do país. O estado, que é parte da fronteira do Brasil com países como Peru e Bolívia, é uma área sensível a ocorrências como roubos de veículos e tráfico. Era necessário oferecer ferramentas de tecnologia às equipes que realizam o patrulhamento fronteiriço, com o intuito de reduzir tais atividades criminosas que ocorrem nesses locais e que têm participação de países vizinhos. Também era importante combater outras atividades ilícitas, como narcotráfico e evasão de divisas.

Por esses motivos o estado do Acre foi um dos contemplados no plano de Estratégia Nacional de Fronteiras (Enafron), que incentiva e fomenta políticas públicas de segurança para enfrentar as ocorrências típicas das regiões de fronteira. O investimento total no projeto de videomonitoramento foi de R$ 2,3 milhões e garantiu a aquisição de 70 câmeras modelo AXIS Q6044-E que foram instaladas ao longo de oito municípios em pontos estratégicos de entrada e saída entre o Brasil e a Bolívia, definidos pela SESP (Secretaria do Estado de Segurança Pública) do Acre. O sistema de videomonitoramento forma uma verdadeira rede de proteção supervisionada à distância. O projeto de videomonitoramento da fronteira no estado está sendo implantado pela integradora Ziva e todas as câmeras de videomonitoramento são gerenciadas pelo software SecurOS da ISS – Intelligent Security Systems.

Com as câmeras de alta resolução e o software da ISS, é possível analisar a circulação de veículos e o comportamento de pessoas em um determinado período, analisando por onde passaram, quanto tempo permaneceram em um determinado lugar, quantas vezes retornaram para o mesmo ponto e se dois ou mais veículos estiveram juntos em determinada área, por exemplo.

O projeto, iniciado no município de Capixaba e levado em seguida para as cidades de Brasileia e Epitaciolândia, está a serviço do setor de Inteligência e estratégia da Polícia Militar, que agora dispõe de imagens para acompanhar as ocorrências típicas das regiões de fronteira.

O município de Capixaba foi o primeiro local a receber o sistema avançado de vigilância com qualidade HDTV. Lá, nove pontos estratégicos da cidade foram monitorados inicialmente em caráter experimental. Em seguida, a Segurança Pública concluiu a instalação das câmeras em todas as entradas e saídas das cidades de Brasileia e Epitaciolândia. Dessa forma, a proteção das fronteiras foi avançando para outras cidades. Até agora, oito municípios acreanos contemplados com o sistema de videomonitoramento, incluindo as cidades de Sena Madureira, Cruzeiro do Sul e Manoel Urbano, formando uma verdadeira rede de proteção.

Nessas localidades, o sistema é operado por equipes de policiais militares capacitados para acompanhar 24 horas por dia as imagens geradas e, a partir da sala de videomonitoramento, atender a todo tipo de ocorrência – sejam elas locais ou nas fronteiras. Para a escolha das 70 câmeras utilizadas no projeto das fronteiras, o estado levou em consideração a alta resistência dos equipamentos da Axis, uma vez que teriam de atender a necessidades específicas de resistência ao calor intenso, umidade excessiva e fortes chuvas típicos do clima equatorial.

Para o coronel Júlio César, comandante-geral da Polícia Militar do Acre, “o investimento em tecnologia é tão importante quanto o investimento em pessoal. E a região de fronteira é uma área sensível aos crimes”.
Sob o ponto de vista tecnológico, as câmeras de videomonitoramento evoluiram muito e hoje em dia permitem a vigilância eficaz em áreas críticas como fronteiras.

“Com a evolução tecnológica, conseguimos oferecer alta qualidade da imagem para detectar objetos e pessoas a quilômetros de distância, e também oferecer ao cliente câmeras inteligentes capazes de analisar as imagens e informar proativamente os operadores sobre situações atípicas”, destaca Andrei Junqueira, de Vendas da Axis Communications.

SISTEMAS À PROVA DE INTEMPÉRIES  
As dificuldades para manter um sistema de videomonitoramento no Acre são inúmeras. O estado fica na extremidade ocidental do Brasil, já na divisa com Peru e Bolívia, e tem uma das menores densidades demográficas do país. Rio Branco, a capital, está localizada em uma região relativamente afastada dos grandes centros urbanos brasileiros e, quando se fala em quantidade de habitantes, ele é o 65º município mais populoso do Brasil. Devido às distâncias e à baixa disponibilidade de fornecedores de TI, os equipamentos, quando falham, demoram para serem reparados.

Trabalhar com pouca disponibilidade de fornecedores locais de materiais para a manutenção dos aparelhos exigiu que a instalação do projeto de videomonitoramento urbano fosse confiável e não exigisse manutenção frequente”, explica Wanderley Andrade, Gerente de Negócios da integradora Ziva.

Até mesmo encontrar uma empresa que alugasse guindastes para instalar as câmeras foi um desafio. Além disso, as câmeras não poderiam exigir manutenção constante. Por conta das longas distâncias e das altas temperaturas, a transmissão e a rede de telecomunicações são feitas através de uma infraestrutura de rádio. O integrador
lembra que são esses sistemas que fazem a comunicação entre as câmeras e a central de monitoramento.

“Existe um backbone formado por rádios e switches que recebem as imagens das câmeras e as transportam até o ponto central definido como Centro de Controle e Operação, onde ficam a central de videomonitoramento e seus operadores. A transmissão das imagens é feita por meio de links de rádios, e, dependendo da distância, passa
por uma estação base até chegar na sala de monitoramento”, conta Wanderley Andrade.

Outro desafio particular foi enfrentar as intempéries típicas da região, como as altas temperaturas e a necessidade imprenscindível de um monitoramento sem falhas.
“Os equipamentos escolhidos têm particularidades que agregaram valor ao projeto. As câmeras são antivandalísmo e projetadas para operação ininterrupta 24 por 7, com cobertura de 360°. Além disso, os modelos escolhidos possuem um sistema de estabilização eletrônica de imagem e, se for preciso, oferecem zoom de 30 vezes”, destaca.

Conforme conta o especialista, os parâmetros para a escolha dos equipamentos obedeceram critérios tecnológicos de alto nível, afinal, o projeto previa o monitoramento em tempo integral de atividades de fronteiras, como entrada e saída de pessoas e veículos, além do registro de todas as atividades no dia- a-dia da fronteira do
Acre com os países vizinhos.

“Procurávamos por câmeras com alta tecnologia e qualidade superior à concorrência, que nos oferecessem baixo índice de manutenção e maior compressão de imagem, que no final reduzem custos de armazenamento e oferecem menor necessidade de banda. Além disso, era preciso ter uma equipamento de plataforma aberta,
pronto para ser integrado com todas as soluções de mercado”.

O clima quente da região acreana tembém representou uma dificuldade na instalação das câmeras neste projeto. “Havia dias em que a temperatura batia na casa dos 40 graus e nosso trabalho exigia que estivéssemos nas ruas ou em cima de torres de telecomunicações”, lembra o integrador da Ziva.

O problema com as altas temperaturas é recorrente na região do Acre e, desse forma, a tecnologia teve de ser utilizada para manter o sistema de videomoniroamento em funcionamento mesmo em condições adversas.

Conforme contou o integrador, as câmeras desse projeto utilizam a tecnologia Peltier para aumentar a temperatura de funcionamento.

Além disso, sistema interno da câmera está preparado para lidar com mudanças bruscas de temperatura e eliminar a condensação que pode ocorrer na cobertura transparente das câmeras.

O sistema garante que elas sempre funcionem a uma temperatura ideal para reduzir o desgaste e para preservar sua vida útil.

“O efeito Peltier é utilizado em coolers em que, trabalhando com uma diferença de potencial, é possível transferir calor da junção fria para a quente aplicando-se a polaridade elétrica adequada. É um refrigerador no sentido termodinâmico da palavra”, resume Andrade.

TEIA DE PROTEÇÃO
Neste projeto de segurança de fronteiras entre o Acre e os países Peru e Bolívia, o monitoramento é feito em diversas cidades do estado e cada uma delas conta com uma central de monitoramento local. Além disso, a capital, Rio Branco, conta com uma central de comando e controle maior, que será integrada e receberá as imagens de todas as outras participantes do projeto de videomonitoramento.

“Cada uma dessas centrais possui um servidor de aplicação, storage, equipamento para monitoração, tela para monitoração, switch e no-break. Além disso, cada central tem estações de trabalho com dois monitores e um sistema de visualização maior. A Central de Monitoramento geral, em Rio Branco, possui quatro estações de trabalho”, explica Wanderley.

No site principal, onde está localizada a central de monitoramento, foi instalado um servidor que concentra todas as imagens das câmeras e faz o armazenamento em um storage NAS local. Lá dentro estão as estações de trabalho para a operação da rede, onde as imagens das câmeras são visualizadas. O sistema centraliza todas as imagens, disponibilizando as imagens em formato de mosaico para os operadores locais. Com o sistema, após ser identificada uma infração, a imagem que foi gravada pode ser vista e utilizada.

“Os operadores podem utilizar recursos como destacar uma câmera ou aplicar o sistema de zoom para visualizar uma imagem com maior nível de detalhamento, no caso de algum alarme ou anormalidade. Também é possível obter a imagem fazendo uma pesquisa por data e horário”, destacou.

Apesar do pouco tempo de instalação, o sistema de videomonitoramento já está gerando bons resultados para a segurança na fronteira dos três países envolvidos. Conforme lembra o integrador, o projeto, mesmo em fase de instalação, o sistema reduziu problemas típicos que eram encontrados no local.

“O sistema de videomonitoramento e gerenciamento facilitou a identificação de suspeitos, a análise de comportamento suspeitos e inibiu a ação dos criminosos, pois eles sabem que estão sendo vigiados. Além disso, o monitoramento melhorou a administração de todo o sistema de segurança. Com a tecnologia trabalhando a favor da segurança foi possível planejar melhor as táticas policiais e administrar de forma mais eficaz o efetivo da corporação”, conta.

Ele ressalta, porém, que o sistema ainda pode ser ampliado e melhorado, de acordo com novas tecnologias que estão em estudo.

“Hoje saem veículos roubados do Brasil para a Bolívia. Para enfrentar esse problema existe um projeto de instalação de OCRs que fará a identificação dos veículos antes da travessia da fronteira.

Algumas funcionalidades com leitura de placa de veículos, identificação de pessoas, adição de funcionalidades de software analítico e cruzamento com um banco de dados existente podem ser incluídos no projeto no futuro”.

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http://www.ziva.com.br/index.php/pt/cases?id=69#sigFreeIdf6234a7695

DO OUTRO LADO DA FRONTEIRA
Com a instalação do sistema de videomoniroamento IP, as forças de segurança do Brasil e da Bolívia estudam trabalhar em parceria para combater a criminalidade. O objetivo é reduzir os crimes de roubos de veículos que ocorrem no Brasil e, muitas vezes, são levados ao país vizinho. As polícias já trabalham há algum tempo compartilhando informações para coibir a prática, mas a ideia é reforçar com a troca de informações das imagens registradas com o videomonitoramento.

Do lado boliviano, o departamento de Pando estuda com as forças de segurança brasileiras a possibilidade de integrar o cruzamento de informações. De acordo com Pedro Villa, o videomonitoramento está em fase de conclusão. Em outros departamentos, como Catarina, La Paz e Cochabamba, onde já existe esse sistema, os crimes contra o patrimônio foram reduzidos em até 30%.

“Sempre houve uma boa relação entre os governos do Acre e de Pando. A ideia é traçar uma estratégia de trabalho por meio das câmeras de vigilância nas fronteiras para chegarmos até os criminosos que não praticam apenas roubo, mas também outros crimes, como o narcotráfico”, ressaltou o chefe da segurança pública do Departamento
de Pando, Pedro Villa.

MAIOR CONTROLE TAMBÉM NA METRÓPOLE
Não apenas na região de fronteira o sistema de câmeras Axis e o software ISS levaram mais segurança à população. Na cidade de Rio Branco a parceria foi retomada para substituir o antigo sistema de câmeras analógicas existente, que foi danificado devido às altas temperatura da região. As intempéries, que incluiram ainda chuvas
fortes e umidade excessiva foram determinantes para que o antigo sistema se deteriorasse.

Por conta desses problemas, também a segurança pública foi repensada e o sistema de videomonitoramento que faz o monitoramento dentro da cidade renovado. Mantendo a mesma parceria com Axis e ISS, a integradora Ziva instalou outras 30 PTZ AXIS Q6044-E. Agora, a capítal do Acre conta com um sistema de videomonitoramento robusto e confiável alimentado por High Power over Ethernet que simplificou a instalação.

Os equipamentos se conectam à Central de Monitoramento da Secretaria de Segurança Pública do Acre através de links de rádios na frequência de 4.9 - somente liberada para Segurança Pública.

Assim como no caso das fronteiras, as imagens são administradas pelo software da ISS, parceira da Axis que desenvolve sistemas de gestão de vídeos em rede digital.
Nos primeiros dois meses de funcionamento do novo sistema,foram realizados 25 flagrantes em Rio Branco, segundo dados da Segurança Pública do Acre. Esses flagrantes são utilizados pela Polícia Civil no trabalho de investigação e inteligência, diminuindo a exposição física de policiais em ações arriscadas. A Secretaria fez um bom investimento, uma vez que as câmeras instaladas em Rio Branco não apresentaram problemas técnicos nesses primeiros três anos de uso.

APAGANDO AS MANCHAS DO CRIME
Com investimento de R$ 1.246.106 proveniente de convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), o novo sistema de videomonitoramento IP fortaleceu o policiamento preventivo nas áreas mais críticas da capital acreana.

A distribuição das câmeras seguiu uma análise realizada pela Polícia Militar e os equipamentos foram estrategicamente posicionados em locais que serviam como rotas de fuga em casos de assaltos e tráfico de drogas.

Através das imagens, o centro de operações acompanha o fluxo de veículos e, em caso de acidentes, oferece suporte às equipes de resgate.

SOFTWARE COMANDA OPERAÇÃO DIÁRIA
Para o monitoramento desse importante trecho da fronteira brasileira foi utilizada uma combinação de tecnologias. O objetivo era controlar a circulação ilícita de produtos e armas. Além das câmeras Axis, o software SecurOS da ISS utiliza alto nível de detalhamento das imagens para oferecer uma alta capacidade analítica e de gestão.

De acordo com o Country Manager da empresa, Alexandre Nastro, o trabalho com o integrador do projeto foi bastante próximo e envolveu aspectos tecnológicos que vão além do software.
“Analisamos o que melhor atenderia o projeto, que neste caso foi o SecurOS Premium 8, e demais componentes que tornam o monitoramento funcional. Para que isso aconteça é importante que todos os componentes estejam de acordo com a necessidade do projeto, senão poderemos ter problemas no futuro”, explicou.
O executivo lembra que um projeto de monitoramento de fronteiras é, ao mesmo tempo, ostensivo e investigativo. E quando o processo se torna investigativo, algumas customizações e integrações extras do software são necessárias para se montar um sistema de Business Intelligence.
“Coletamos informações e correlacionamos a eventos, pessoas, veículos, locais e outras combinações. Através desta teia de informações, poderemos chegar com mais precisão e rapidez ao objeto investigado”, ensina.

Ele destacou que esta é a primeira fase de um grande projeto que visa monitorar e combater a criminalidade nas fronteiras do Brasil. E, por causa da complexidade e porte do projeto, algumas funcionalidades do SecurOS são essenciais para montar um sistema, como redundância de servidores, operação em ambiente virtualizado, administração remota, capacidade de integração com outras ferramentas de inteligência e segurança.
“O sistema permite analisar o comportamento de veículos e pessoas em um determinado período e outros tipos de análise com as quais as forças de combate podem traçar estratégias para investigar ações suspeitas nas fronteiras”.

Para integrar o software da ISS ao Centro de Comando e Controle da fronteira foi uma ferramenta desenvolvida pela ISS chamada SecurOS MCC – Monitoring and Control Center.

“Este recurso permite integrar diversos sites, independentemente da versão do software SecurOS instalado nas bordas, ao Centro de Comando e Controle. É extremamente otimizado para trabalhar com um grande volume de câmeras e pode concentrar em um único servidor na central até 4.000 sinais de streaming para visualização”, finaliza.

O projeto comandado pela integradora Ziva inclui a instalação de outras 30 câmeras para monitorar a cidade de Rio Branco.

 

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